Predestinação x Livre Arbítrio - Augustus Nicodemus


Uma breve ilustração sobre: PREDESTINAÇÃO

(Soberania de Deus + Responsabilidade Humana) x Livre Arbítrio. 
A junção de dois pensamentos que parecem contradizer um ao outro, que podemos chamar de Antinômio.
Perguntaram a Spurgeon: "Como reconciliar a soberania de Deus e a responsabilidade humana?" Respondeu: "Nunca precisei reconciliar amigos."
A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana.

Ezequiel 33.11: "Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?". Deus não tem prazer na morte do perverso, seu prazer está em vê-lo convertido. É nesse sentido que devemos entender o texto de 1Timóteo 2.3-4 que afirma que Deus "deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade". Deus, em seu ser íntimo, não deseja que alguém seja condenado (2Pe 3.9). Mas nesse ponto é impossível não questionar: Então por que nem todos se convertem? Não há outra resposta senão: Porque não é sua vontade decretiva que todos se convertam, e também porque não é a vontade dos homens de se converter. A certeza que podemos ter é que se converterão todos aqueles que, em seu decreto, foram designados para isso. O fato de Deus desejar que certas coisas aconteçam, como por exemplo a conversão dos ímpios, não anula o fato de que ele tem uma vontade decretiva, e que, muitos desses ímpios certamente não se converterão. O simples fato de Deus desejar que todos sejam salvos não faz com que todos sejam salvos. Podemos perguntar em contrapartida: Deus não tem o poder de salvar a todos? Só há uma resposta: claro que ele tem. Então por que não salva? Novamente só há uma resposta: porque embora essa seja sua vontade de desejo não é sua vontade de decreto. A vontade relativa de Deus, portanto, refere-se a algo bom que Deus deseja que aconteça, porque Deus sempre deseja o melhor, mas, ao contrário da vontade decretiva, não precisa necessariamente acontecer.

Postar um comentário

0 Comentários